Comparação visual entre duas lojas de varejo com experiências de compra diferentes

Duas lojas da mesma rede, vendendo os mesmos produtos e ao final do mês, fechando com valores de caixa quase idênticos. Um olhar superficial sugere similaridade. Mas basta uma análise mais detalhada para perceber: mesmo quando dois resultados financeiros são parecidos, as histórias por trás dos números podem ser bem diferentes.

Os números que contam mais do que parece

A primeira impressão diante de um sistema de gestão mostra simples: Loja A faturou R$ 352 mil; Loja B, R$ 340 mil. Loja A realizou 609 vendas no mês; Loja B, 650. Parece empate, certo? Mas, ao mergulhar em indicadores mais profundos, como tempo médio de permanência do cliente e taxa de conversão, surgem pontos de contraste. O caso abaixo mostra como a experiência de compra molda destinos distintos para operações com caixas similares.

  • Loja A - Faturamento: R$ 352mil, 609 vendas, 19,2% conversão, tempo médio de permanência: 19,4 minutos
  • Loja B - Faturamento: R$ 340mil, 650 vendas, 12,4% conversão, tempo médio de permanência: 9,5 minutos
O que mantém o cliente por mais tempo nem sempre custa mais, mas rende melhor.

A magia por trás do tempo de loja

Em lojas físicas, o tempo médio que cada cliente passa dentro do espaço já diz muita coisa. Na Loja A, a média é de 19,4 minutos, mais que o dobro do registrado pela Loja B. Isso chama atenção por alguns motivos:

  • O cliente sente-se mais interessado ou acolhido;
  • A jornada está bem desenhada, com um caminho lógico e atrativo de navegação;
  • Os vendedores potencializam a visita, entendendo real necessidade e fechando vendas completas.

Esse tempo traduz, de modo simples, uma experiência planejada. Não há aleatoriedade: o ambiente, os estímulos visuais, as abordagens e o atendimento caminham juntos. O ouran frequentemente analisa como essas métricas apoiam decisões de mudanças de layout – e há muitos exemplos para se inspirar nas melhores práticas para layout de loja publicadas em nosso blog.

Taxa de conversão: o segredo do potencial escondido

Um dado chama atenção: a Loja A converte 19,2% de seus visitantes, enquanto a Loja B apenas 12,4%. Na prática, isso traz reflexões relevantes para quem busca melhores resultados:

  • B atrai consideravelmente mais pessoas – cerca de 65% de oportunidades a mais que A;
  • No entanto, essa quantidade toda não se transforma em vendas na mesma proporção;
  • O ticket médio da Loja A é aproximadamente 10% maior que o da B.
Muito fluxo não garante bons resultados, mas boa experiência quase sempre transforma visita em compra.

Esse cenário revela um potencial desperdiçado. Ao monitorar o comportamento, como faz a plataforma ouran, percebeu-se que muitos entram na Loja B, mas em poucos minutos saem sem fechar negócio. O motivo? Falta de execução e ausência de componentes-chave da experiência, como atendimento atento, disposição de produtos convidativa e um ambiente que demonstra cuidado.

O que diferencia a experiência do cliente?

A diferença central entre as duas operações vai muito além dos produtos ou localização. É a experiência do cliente que dá o tom do negócio. E não se trata só de um vendedor sorridente ou ambiente bonito. Envolve:

  • Treinamento real e prático para equipes de vendas
  • Capacidade de acompanhar o cliente pelo percurso correto no PDV
  • Construção de uma jornada intuitiva, em que o cliente se sente seguro e orientado
  • Revisão frequente do mix de produtos
  • Avaliação constante de dados para ajustar o caminho em tempo real

A discussão sobre o impacto do mix ficará para um próximo conteúdo, mas já se percebe que pequenas adaptações – uma nova disposição de itens ou reagrupamento de categorias – conseguem manter o visitante conectado.

Como lojas podem melhorar rápido?

Com base nessas diferenças, há caminhos práticos que podem ser colocados em prática quase de imediato para negócios que querem melhorar a experiência sem “mirar só no caixa”. Eis os principais passos:

  1. Treinar vendedores para abordagens mais consultivas
  2. Ajustar o percurso do cliente, testando diferentes layouts e pontos de destaque
  3. Mudar o mix de produtos na frente, pensando em conveniência e atração
  4. Medir resultados semanalmente – não basta esperar ao fim do mês

Com soluções como o ouran, quem acompanha o desempenho individual, de vendedores e setores, percebe mais rápido onde estão as falhas ou oportunidades. Métricas claras, como taxa de conversão, permanecem centrais. Quem desejar saber mais pode conferir dicas valiosas sobre indicadores e métricas relevantes no varejo compartilhadas por especialistas do setor.

Por que duas lojas parecidas nem sempre têm o mesmo potencial?

Diante de tudo o que foi mostrado, é preciso reforçar: o caixa pode apresentar números próximos, mas o real potencial de crescimento, rentabilidade e fidelização está longe de ser igual. Na Loja A, cada visitante custa menos e retorna mais. Cada minuto vivido ali pode render futuras vendas e indicações. Já na Loja B, há desperdício de oportunidades – pessoas entram e saem rápido, sem criar relação.

E é justamente aqui que entra o valor de plataformas como o ouran, que permitem um olhar detalhado sobre o comportamento do cliente. O monitoramento não é mais privilégio das grandes redes: é acessível, rápido de implantar e, em poucos dias, ajuda a mudar rotinas.

Caminhos futuros e aprendizados

Assumindo que boa parte dos negócios tem pouco tempo para mudanças profundas, começar pelo que é observável pode ser o primeiro passo. Pergunte: por que o cliente permanece por mais tempo ali? O que faz outro ir embora depressa? Respostas para essas perguntas podem envolver detalhes pequenos no atendimento, barreiras físicas, posicionamento de produtos e rotinas diárias que, juntas, criam ou destroem a jornada do cliente.

Para assuntos como revisão de mix de produtos e acompanhamento individual do desempenho do time, futuros conteúdos do ouran vão detalhar melhores práticas e exemplos reais. Enquanto isso, vale acompanhar tendências, leituras setoriais e o que grandes especialistas publicam na seção de varejo do blog.

Experiência não é acaso. É construção diária.

Conclusão

Loja A e Loja B encerram o mês com números bem próximos de faturamento e vendas. Mas, de fato, apresentam histórias muito distintas. A experiência molda a conversão, a relação com o cliente, o retorno do investimento em fluxo e o próprio potencial de crescimento do negócio. Ao investir em pequenos ajustes – do treinamento ao layout, passando por análise constante de dados e acompanhamento de ações – o varejo descobre que o passo seguinte rumo a mais resultados está na experiência.

Quer conhecer mais soluções para entender o que se passa dentro da sua loja, acompanhar indicadores de comportamento e evolução das equipes? O ouran pode ser o copiloto que faltava no seu negócio. Experimente a plataforma e amplie o potencial da sua operação.


Perguntas frequentes sobre experiência e resultados no varejo

O que é experiência do cliente nas lojas?

Experiência do cliente nas lojas é o conjunto de percepções e sensações que o consumidor tem durante toda a sua jornada de compra, desde a entrada até a finalização da compra ou saída do estabelecimento. Isso engloba atendimento, ambiente, facilidade de encontrar produtos, sinalização, organização e o contato com a equipe de vendas.

Como a experiência impacta o faturamento?

Quando a experiência é positiva, os clientes tendem a permanecer mais tempo na loja, comprar itens adicionais e retornar futuramente. A experiência bem estruturada aumenta a taxa de conversão, eleva o ticket médio e cria vínculos entre marca e consumidor, o que resulta em maiores vendas.

Vale a pena investir em experiência do cliente?

Investir em experiência do cliente normalmente traz retorno real para o negócio, não apenas em vendas, mas também em fidelização e divulgação espontânea da marca. Pequenos ajustes, como treinamento de equipe ou melhoria do layout, já demonstram ótimos resultados, conforme comprovado pelos dados analisados por plataformas como o ouran.

Quais fatores melhoram a experiência na loja?

Existem diversos fatores que contribuem de forma significativa para uma boa experiência na loja física. Entre eles estão:

  • Equipe treinada e prestativa
  • Ambiente limpo, organizado e sinalizado
  • Produtos dispostos de maneira lógica e acessível
  • Rápida resolução de dúvidas ou problemas
  • Atendimento personalizado e abordagem consultiva

Como medir a satisfação dos clientes?

A satisfação pode ser medida por meio de pesquisas rápidas na loja (NPS, QR code, caixas de sugestões), análise de permanência, taxas de retorno, índices de reclamação e acompanhamento de indicadores como taxa de conversão. Ferramentas como as oferecidas pelo ouran tornam esse acompanhamento simples e integrado aos sistemas já existentes.

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José V. D. Monteiro

Sobre o Autor

José V. D. Monteiro

José Vitor é um entusiasta de tecnologia e inovação aplicado ao varejo, dedicado a explorar soluções que elevam a performance das operações comerciais, aproximando o varejista do consumidor e das tendências que realmente geram resultados.

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